Queridas pessoas-que-lêem esse diário metafísico. Meu threads está bombando.
Eu preciso contar a história toda, com detalhes, porque talvez ela possa ajudar novos autores independentes a divulgarem sua obra.
Contexto:
Levando em conta que as redes sociais não entregam postagens para/pelo número de seguidores que você tem, mas sim pela relevância da postagem para o algoritmo, eu comecei investir em diversos seguimentos no Twitter do tio Zuk, rede que é a que tem o algoritmo mais generoso nesse momento.
E eu odeio gravar vídeos.
Não falo bem, não tenho tempo, editar no celular é horrível pra mim e, no passado, me dava bem com o antigo Twitter, por isso, me senti abraçado pelo Threads.
Comecei traduzindo memes gringos sobre fantasia, fazendo algum comentário político.
Daí numa semana eu tive meio milhão de visualizações.
Pra mim, um mero mortal com menos de 700 seguidores, isso foi incrível. Mais de mil curtidas quando você parte, praticamente, do zero, é sonho.
Sei que não é viralizar, mas é hittar.
Consegui emplacar mais alguns hits, mas eu eu pensei: “vou ficar aqui trabalhando para a Meta de graça? Bora vender uns livros”.
E foi o que fiz.
Já que meme é o que dá audiência, meti um meme com referência a um conto meu.
Afinal, a propaganda não pode ter cara de propaganda hoje em dia.
E, pra minha surpresa, colou!
Gente pedindo link nos comentários, gente comprando na Amazon. Foi incrível!
Daí, já tinha um tempo que eu queria escrever um romance afrofuturista. Tenho um projeto que estou desenvolvendo desde meados de 2020.
Mas me broxa muito escrever sem interação daí
pensei, “a hora é agora”
e comecei a compartilhar ideias pra ver se colavam.
Depois de vários posts que não deram certo, esse pegou. Acho que as imagens que pesquisei no Pinterest ajudaram.
Como eu achei que foram as imagens que chamaram a atenção, depois de começar a escrever, decidi brincar com o ChatGPT pra gerar umas imagens.
Não sou artista plástico, mas sei fazer uns rascunhos.
Daí eu fazia o rascunho e mandava ele arte finalizar. Também colou!
A história do livro vai se passar em Io (ou, na história, Ilẹ̀ Iná), lua de Júpiter e um dos locais mais inóspitos do sistema solar.
Na história, duas facções tecnológicas estão numa corrida espacial para terraformar (tornar habitável) aquela lua.
No meio disso, temos uma personagem que caminha em dois mundos (inclusive no que tange ao gênero) e vai propor algumas discussões éticas interessantes.
Tudo com muita ação, aventura, e uma estética meio Duna, meio Rei Leão da Beyoncé. Com muito estilo, cor e diversidade.
E, falando em ética, vamos falar sobre o uso de IA.
Houve muita discussão sobre as imagens que eu gerei no ChatGPT e, pra começo de conversa, eu tenho que atestar aqui que:
não tenho pretensão alguma de usar ilustrações geradas por IA em um livro ou em qualquer produto comercial.
No entanto, eu não considero que seja antiético a gente usar esse tipo de imagem para chamar atenção nas redes… Desde que isto esteja explícito e declarado.
Eu nunca fui contra tecnologias novas, temos que questionar sim as empresas por trás delas e a forma como são treinadas comercializadas.
Portanto, o melhor caminho é a regulamentação (alerta: minha opinião!).
Mas e aí, você gostou da ideia? Leria essa história?
Quero saber de vocês. O que acharam das ideias? Leriam uma obra com essa premissa? Bora interagir.






